GEF INDIGENA

A Coordenação das Organizações Indígena da Amazônia Brasileira - COIAB e o GEF, o Global Environment Facility (Fundo Global para o Meio Ambiente) foi apresentado na reunião de Paris, em novembro de 1990, como um Programa Piloto para auxiliar os países em desenvolvimento na implementação de projetos que buscassem soluções para as preocupações globais em relação à proteção dos ecossistemas e à biodiversidade. Neste sentido a COIAB lança o projeto “Catalisação da Contribuição das Terras Indígenas para a Conservação dos Ecossistemas Florestais Brasileiros”.
Na 1ª fase de construção do projeto foram realizados estudos técnicos e coleta de dados para a elaboração do projeto que consistiu em categorização das ameaças existentes – e suas causas subjacentes – à biodiversidade (BD) das TIs em diferentes biomas, e a necessidade de recuperação das áreas degradadas;
Análise da efetividade das medidas de proteção e monitoramento existentes (políticas, instrumentos, mecanismos para a proteção de TIs de ameaças externas e internas) em áreas em torno e dentro das TIs;
Análise de técnicas de etno-zoneamento, monitoramento da BD, gestão de áreas destinadas à conservação e uso sustentável por parte dos Povos Indígenas (PIS); isto servirá como subsídio para a seleção de TIs piloto para eventuais zonas de conservação, de uso sustentável e de recuperação de áreas degradadas. Esta informação incluirá a identificação de boas práticas, estudo de viabilidade econômica e barreiras que impedem a adoção de iniciativas de uso sustentável em uma escala maior (por exemplo, acesso ao mercado e níveis sustentáveis de extração);
Detalhes sobre os recursos financeiros destinados à conservação, uso sustentável e recuperação de áreas degradadas em TIs e análise da efetividade de seu uso pelos PIs (tais como facilidades para créditos de carbono, desmatamento evitado, taxas e compensações ambientais, entre outros) e também, lacunas a serem superadas pelos PIs para terem acesso a esses recursos;
A 2ª fase do projeto foi à definição de arranjos institucionais, mecanismos de coordenação e participação de beneficiários para a implementação do projeto definitivo e avaliação da capacidade de gestão de TIs piloto pelos PIs. Por tanto foram levantados dados sobre programas existentes (linha de base) e análise dos modelos institucionais bem-sucedidos e as melhores práticas de projetos passados e em andamento em TIs.
Descrição dos principais sistemas sociais, culturais e políticos dos PIs no Brasil e as principais ameaças à sustentabilidade destes sistemas.
Serão propostos arranjos institucionais para uma efetiva participação dos PIS, para mecanismos de coordenação e estratégias de replicação. Essa proposta partirá das formas organizacionais dos PIS já existentes, por meio da qual, devem ser delineadas estratégias (inclusive a avaliação das lacunas a serem superadas) para fortalecê-las enquanto ente gestor e/ou implementador do projeto. Também incluirá a forma de participação de vários atores (instituições governamentais, organizações indígenas e organizações não-governamentais indígenas) na definição do projeto e sua implementação;
Caracterização das capacidades organizacionais e habilidades necessárias para a gestão efetiva das TIs piloto será avaliada e serão propostas medidas adequadas de capacitação e conscientização, resultando na criação de uma matriz de atores, um plano de participação destes, e de um plano de necessidades e capacitação de atores.
A 3ª fase constitui-se em monitoramento e avaliação de indicadores para o uso sustentável e conservação da BD para eliminar barreiras e monitorar o impacto do projeto, em articulação com a definição das diretrizes gerais para a Política Nacional de Gestão Ambiental para as Terras Indígenas.
Com base nos passos acima, o PPG irá construir um robusto sistema de monitoramento e avaliação que possibilitará a adoção de estratégias de gestão adaptativa durante a implementação do Projeto. Isto incluirá a análise e identificação dos seguintes dados:
Dados sociais e econômicos e tendências de desenvolvimento dentro e em áreas próximas às TIs, utilizados para o desenvolvimento de indicadores sócio-econômicos para o projeto;
Estado dos ecossistemas e dos recursos biológicos em TIs de diferentes biomas; um inventário das fontes de informação existentes; e compilação de dados biológicos, utilizados para desenvolver indicadores biofísicos para o projeto.
Validação de um conjunto de resultados, produtos e atividades de projeto, com base na análise do marco lógico, e do custeio dos resultados e produtos esperados do projeto, fontes de co-financiamento e comitês de co-financiamento, em cumprimento ao princípio de incrementalidade do GEF;
Seleção de áreas piloto baseadas em critérios, incluindo biodiversidade, níveis de ameaça, pontos fortes operacionais existentes e potenciais, apoio dos atores, e viabilidade econômico-financeira;
Sustentabilidade social, institucional, econômica e financeira das atividades de projeto sendo propostas;
Um plano de M&A do projeto, com dados iniciais (linha de base), metas e indicadores e uma estratégia de aprendizagem e replicação.
Alcançadas essas três fases do projeto a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira – COIAB, realiza no período de 10 a 11 de outubro de 2008 na cidade de Manaus –AM. Essa etapa do projeto consistiu na definição das terras indígenas que serão referencia no projeto.
No Estado do Acre ficaram como referencia as Terras Mamoadate, localizada no município de Assis Brasil, habitada pelo povo Manchineri e Jamianwa e a Terra Indígena Campina, localizada na BR 364 no município de Tarauacá, habitada pelo povo Katukina.
Por que a Mamoadate, primeiro por ter o etnozoneamento realizado pelo governo do Estado, segundo ter indicativo do modelo de gestão territorial, ter um projeto de vigilância e proteção construindo entre a Mapkaha e as comunidades Manchineri, esta sobre a influencia da BR364 e o poder do povo Manchineri e sua organização de mobilizar parceiros.
A terra indígena Campina será a segunda referencia no projeto devido está sendo impactada diretamente pela BR 364, que traz varias conseqüências direta ao povo Katukina, mas também ter realizado o etnozoneamento.·.
Escrito por T.Manchineri às 16h47
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